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BOA TARDE
Quarta-feira, 8 de Setembro de 2010
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Ansião
Embora as primeiras referências a Ansião datem de 1175, só em 1514 D. Manuel a eleva a vila, e lhe outorga foral. O pelourinho, já do século XVII, testemunha na sua inscrição latina a doação da vila a D.Luiz de Menezes, Conde da Ericeira, como prova de agradecimento régio pela sua valorosa participação na Batalha do Ameixial. A ponte da Cal de seiscentos, a Igreja Matriz de construção austera do século XVII, as Capelas da Misericórdia e do Senhor do Bonfim, e o Museu Municipal não poderão ser esquecidas nesta viagem pela História. Uma viagem que pode começar milénios antes ali bem perto: a existência de uma Anta na Atalaia, outra em Alto do Pisca e a localização de um castro da Idade do Ferro no Escampado de S. Miguel são disso testemunho. Um tesouro de denários encontrado junto do castro de Trás de Figueiró, e a possibilidade de a Via Romana que de Sellium se dirigia a Conímbriga atravessar estas terras, parece ficar provada em Santiago da Guarda.

A Residência Senhorial dos Condes de Castelo Melhor com a sua torre quatrocentista conta muito da história destes lugares:

As pedras desta construção integram diversos materiais do tempo da dominação Romana, nomeadamente uma inscrição que indica a existência de uma aldeia que, ao tempo, deveria pagar os seus impostos ao município vizinho.

E esta viagem deve continuar por Alvorge e Torre de Vale Todos e Lagarteira, povoações que se situariam na área da Ladeia, linha de fronteira entre cristãos e mouros nos séculos XII e XIII. Também Medieval é o forno do Avelar. Forno que, pela Senhora da Guia em Setembro, cozia o "Bolo" que era distribuído ao povo. Muitos séculos depois, em 1933, José Malhoa pintava um belíssimo retábulo dedicado a Nossa Senhora da Consolação, que está no altar-mor da Igreja Matriz de Chão de Couce.

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