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Residência Senhorial (Condes de Castelo Melhor)
| Descrição: |
Complexo constituído por torre, paço e capela. Torre de planta quadrangular, com os ângulos reforçados por silhares, coroada por merlões, rasgada por frestas e pequenas janelas de arco quebrado.
O acesso ao interior faz-se ao nível do primeiro piso, a partir de uma escada em pedra, localizada na fachada virada ao pátio. O portal é de arco apontado, onde se observam vestígios de encaixe para os eixos laterais da porta.
Interior originalmente de 3 pisos de sobrado, espaços amplos, sem divisões internas, com ligação entre eles por uma escada de madeira. O primeiro corresponderia à sala e abria-se ao exterior através de 3 frestas (actualmente entaipadas), e uma janela conversadeira rasgada a poente. Os pisos superiores apresentam 2 janelas de arco apontado, em cada face.
O paço, de planta aproximadamente quadrangular, com quatro alas em torno de um pátio central, desenvolve-se num só piso. As fenestrações, em elevado número, são decoradas de uma forma simples e discreta, sendo os motivos adoptados diferentes de vão para vão.
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| Interior |
Da entrada principal, a nascente, que se encontrava rigorosamente a eixo da porta da torre, acedia-se a uma câmara com funções distributivas.
Pela leitura da planta observa-se a existência de uma comunicação directa entre as diversas salas, encontrando-se as portas rasgadas no mesmo alinhamento. Todos os interiores obedeciam a uma rigorosa simetria conseguida pela repetição de um módulo quadrado, à excepção da sala nobre onde, pelas suas funções, se preferiu um rectângulo. Esta, situada à esquerda, apresenta, frente a frente, em cada um dos lados maiores do rectângulo, duas janelas conversadeiras e entre elas uma lareira, do lado oposto. Enquadrado por duas janelas, encontra-se um nicho de arco perfeito. O aquecimento do paço era assegurado pela existência de fogões de sala, dos quais subsistem 4.
A Capela, de planta quadrangular, apoiada por dois grossos contrafortes, ergue-se adjacente ao penúltimo compartimento da ala nobre, sendo o único elemento que se destaca do quadrilátero em que toda a residência se estrutura. O interior possui cobertura em abóbada de nervuras de perfil abatido. O arranque das nervuras é suportado por mísulas com decoração geometrizante e vegetalistas, gramática decorativa adoptada nas chaves da abóbada, à excepção da central que ostenta a pedra de armas dos Câmaras.
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| Bibliografia |
Azevedo, Carlos de, Solares Portugueses, 1969;
Inventário Artístico de Portugal, Lisboa, 1976;
Coutinho, José Eduardo Reis, Jóia Arquitectónica Manuelina em Santiago da Guarda, Munda, 15, Coimbra, GAAC, 1988;
Coutinho, José Eduardo Reis. Ansião, Perspectiva Global da Arqueologia, História e Arte da Vila e do Concelho. Coimbra 1986;
Inventário da Direcção Geral de Edifícios e Monumentos Nacionais;
Sequeira, Gustavo de Matos, Inventário Artístico de Portugal, vol. V, Lisboa, 1955;
Silva, José Custódio Vieira da, Paços Medievais Portugueses;
Trindade, Luisa, O Paço dos Vasconcelos, texto policopiado, s.l., 2001.
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| Especificações |
Localização: Santiago da Guarda - Ansião
Protecção: Monumento Nacional, Dec. n.º 95/ 78, DR 210 de 12 Setembro 1978
Tipologia: Arquitectura civil privada
Cronologia: Século XV/ XVI
Coordenadas GPS:
Latitude: 39°56'52.99"N
Longitude: 8°28'48.84"W
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