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52 anos do 25 abril assinalados em sessão evocativa
A manhã comemorativa dos 52 anos do 25 de abril em Ansião culminou com uma sessão evocativa, que se traduziu numa Assembleia Municipal (AM) Extraordinária, no Auditório Municipal de Ansião. Na abertura, o presidente da AM de Ansião, Rui Rocha, disse que “a Democracia não é apenas um património herdado, exige responsabilidade coletiva”, e sublinhou o papel do poder democrático local, lembrando que, no próximo mês de dezembro, vai cumprir-se o cinquentenário das primeiras eleições autárquicas em Portugal. Neste sentido, reforçou a importância das câmaras municipais e das juntas de freguesia junto das pessoas, não só no quotidiano, mas também quando sucedem eventos extremos, como as intempéries que afetaram o país, e a Região Centro, em particular, no início deste ano.
Seguiram-se as intervenções das três bancadas municipais representadas na AM de Ansião. Em representação do Chega, João Pedro Amaral, parabenizou a homenagem feita aos antigos combatentes, que classificou como “mais que justa, feliz”. Disse ainda que abril “é a data fundadora do atual regime” e que abril e o futuro “são de todos”, “da esquerda, à direita”.
Pela bancada municipal do Partido Socialista, Nuno Costa referiu que abril nos concedeu “o direito de sermos donos do nosso destino”, sublinhando o exemplo que deve ser dado às gerações mais novas e o importante papel que elas também representam na sociedade, lembrando que “a Democracia é um músculo que precisa de treino diário”.
Em representação da bancada do Partido Social Democrata, Leonel Morgado disse que devemos celebrar abril com humildade e que a liberdade “pertence ao povo português”. “Discordar é democrático, fiscalizar é democrático, votar livremente é democrático”, sublinhou. E acrescentou a importância de “mostrar às novas gerações que a Democracia não é apenas votar de quatro em quatro anos”: “Ansião precisa de participação, de debate, de exigência, de capacidade de ouvir, de memória e de futuro”.
No encerramento desta sessão evocativa, o Presidente da Câmara Municipal de Ansião disse que celebrar abril é “recordar o valor da liberdade, da participação e da dignidade humana. Valores que não são estáticos, nem garantidos para sempre. São conquistas que exigem vigilância, compromisso e ação diária.” Jorge Cancelinha fez também referência aos 50 anos da Constituição da República Portuguesa, “o pilar fundamental da nossa Democracia”.
Abordou igualmente o meio século, que se completa este ano, do poder local democrático, sublinhando que as autarquias “têm sido uma das maiores expressões da democracia de proximidade. Onde os problemas são mais concretos, as respostas mais imediatas e a responsabilidade mais direta.” E, numa referência final aos jovens, afirmou que o futuro “pertencerá sempre a quem valoriza a liberdade, a quem respeita a diferença e a quem acredita na participação e no diálogo.”