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Forum Romano começou hoje em Santiago da Guarda
A edição de 2026 do Forum Romano começou hoje, dia 12 de setembro, exatos 48 anos após a classificação do Complexo Monumental de Santiago da Guarda como Monumento Nacional. A sessão oficial de abertura deste certame decorreu ao início da tarde deste sábado, com as palavras do Presidente da Câmara Municipal de Ansião. Jorge Cancelinha mostrou-se satisfeito pelo grupo de pessoas que se reuniu para marcar o início de mais um Forum Romano, na antecâmara do seminário “O que ficou do legado romano? Memória, Território, Património.”, que decorreu ao longo da tarde. Um momento que o Presidente da autarquia ansianense apelidou de pedagógico e de reflexão sobre este monumento, “que junta várias épocas da nossa história”. Quanto à programação que compõe o Forum Romano, Jorge Cancelinha destacou As Romaníadas - que vão realizar-se amanhã, dia 13, a partir das 16h30 -, num momento protagonizado pelas juntas de freguesia, repleto “de grande diversão, mas também de grande união”, acrescentou.
Na reta final da sua intervenção, o Presidente da Câmara Municipal de Ansião aproveitou para sublinhar a sensibilidade que a autarquia tem relativamente ao património histórico já conhecido que o Complexo Monumental de Santiago da Guarda reúne, mas também de outros elementos - alguns dos quais já identificados e catalogados -, sobre os quais está a ser desenvolvido trabalho, no sentido de que, em breve, possam “passar para o domínio público”, acrescentando valor ao espólio já existente.
Fora de portas, este primeiro dia fica marcado por diversas reconstituições históricas, música e artesanato, que irão prosseguir amanhã. Para além da gastronomia, servida por cinco associações do concelho: Associação Cultural e Recreativa de Promoção Social da Lagoa Parada, Associação de Moradores e Amigos do Lugar dos Netos, Centro de Amizade e Animação Social de Santiago da Guarda, “Os Moscardos” e União Desportiva de Santiago da Guarda.
Seminário “O que ficou do legado romano? Memória, Território, Património.”
Voltando ao interior do Complexo Monumental de Santiago da Guarda, e logo após a sessão oficial de abertura, teve lugar o habitual seminário que, este ano, teve como tema “O que ficou do legado romano? Memória, Território, Património.”, tendo reunido três especialistas da área, sob a moderação de António Cerdeira. O coordenador intermunicipal do Plano Nacional das Artes começou por dizer: “Não há cultura sem educação. Não há educação sem cultura.” O responsável destacou também aquela que considera uma das mais-valias desta iniciativa, que se traduz no desafio que lança à comunidade para “conhecerem profundamente o seu quilómetro quadrado” e, com isso, poderem ser “os principais defensores do património cultural”.
Quanto ao trio de comunicações propriamente ditas, foram proferidas por Sara Oliveira Almeida, do Museu Nacional de Conimbriga e do CEAACP - Centro de Estudos em Arqueologia, Artes e Ciências do Património, que falou sobre “E antes dos Romanos? Território, cultura e economia”; seguiu-se Virgílio Hipólito Correia, do Museu Nacional de Conimbriga, que abordou “O legado romano continua aqui… O que sobreviveu da presença romana?”; e ainda Pedro C. Carvalho, da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, que se debruçou sobre “Depois de Roma: como o passado continua a moldar quem somos?".
Na plateia, para além dos representantes institucionais, estiveram cerca de 30 participantes, essencialmente professores, dado que o seminário teve acreditação por parte da Cenformaz. O encerramento deste seminário coube ao Vereador da Cultura, Sérgio Pires.